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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MULHERES MARAVILHOSAS

Foi uma experiência e tanto. Nunca poderia imaginar que mulheres acima de 45 anos, seriam belas, inteligentes, felizes e o que é melhor, resolvida. Problemas todo mundo tem, cada um resolve à sua maneira. Acabei com aquela idéia machista, retrógrada, e que pelo tempo, já não deveria mais existir em mim, “Mulher Nova”, abaixo dos 30 anos, achei que seria mais vida, mais fogo numa relação, você vira atleta, tem que demonstrar que está em forma física e de mente. E, de repente, não mais quede repente, as “minas“ de 50 anos, fazem você aprender mais uma lição de vida.

Até que no último dia 27 de novembro, (dia internacional da “Graça”) e de Nossa Senhora das Graças (uma grande mulher), reencontrei velhos amigos, pessoas não nos víamos a mais de 30 anos. A família “DUARTE” como sempre recebendo os amigos como se fôssemos da família, a matriarca Da. RITA (nome de santa intercessora junto ao “Divino Mestre), mais calejada da vida, mas com a mesma bondade e afeto de sempre, os filhos Helinho, LIZA, os netos e bisnetos, e ELIZABETH DUARTE, mulher, vó, companheira, a mesma BETH de há 30 anos, linda, sábia, pronta pra ajudar, cheia de vida, resolvida, seu companheiro Ricardo, sua neta VERÔNICA que mais parece filha, tão apegada à avó, seus filhos Felipe e TAMARA”. E devo confessar uma coisa: BETH continua despertando algo dentro da gente, ela sempre foi linda, fofinha, mas, quem a viu e quem a ver, nunca diz que ela é fofinha, sempre se vestiu e se portou de maneira que não a víamos como fofinha, mas, pela beleza e pela naturalidade que ela é, parabéns MENINA, continue sempre assim e sua beleza sempre passará como coisa que só Deus pode explicar, se é que tem explicação, isso vem de berço, e, quem conhece Da.RITA e conheceu Seu DUARTE, sabe do que eu estou falando, é família que a gente gostaria e tem de fazer parte. Continue menina, mulher, mãe, avó, sogra e amiga do jeito que a conhecemos, 50, 60 70..., mas sempre a BETHINHA.

E durante a semana antes de nos reencontrar, trocamos alguns e-mails, e facebook com uma pessoa maravilhosa, “TÃNIA MARIA GOLPIAN”TANINHA, juro que pela foto que vi no facebook, mais pareceu uma mulher austera, séria, aquela mulher de 51 anos, com reclamações da vida, de tudo. Até a indaguei, (coisa de machista, nordestino), se a mesma e as meninas estavam pintando cabelo, e ela me disse que sim, era natural, todas mulheres fazem isso, e é verdade, tenho uma filha de 23 anos que há 12 a 13 anos não sei qual a cor de seu cabelo, sei que eram castanhos, mas, já vi vermelho, azul, preto..., minha irmã faz luzes, a última vez que a vi estava com os cabelos pretos, igual aos de minha mãe, (eu com cabelos, não tão crisalhos perante a idade), cheios (de falhas, entradas e calvície), machismo nordestino brasileiro, enfim, continuando, fazia idéia da TANINHA, diferente daquela menina, que amei, curtir adoráveis bailes na casa da BETH, e pensei comigo, meu, eu ando fugindo tanto da mulherada de 45 anos, e minha turma (algumas) já estão com 50 anos, como o tempo foi cruel conosco, deixou-nos velhos, com doenças, queixumes. Chegando lá em Eldorado, vou ouvir os mesmos papos, Raul Seixas, e o cambau, mas vamos lá, eu não tinha pra onde ir, e fazia muito tempo que não nos víamos, alguma coisa ia valer a pena.

Mas, ao chegar, realmente Eldorado mudou, como é de se esperar, o progresso chegou, em São Paulo é questão de adaptar com mudanças (minha terra, tem mudanças, muito devagar), A padaria é mesma, a escola de inglês/espanhol, a igreja continua a mesma, a rua da casa da Da. RITA é a mesma, asfaltada, não tem (ou não sei se existe) a garagem e onde era feito o bailinho aos sábados, ou curtíamos uns aos outros, transformações necessárias, e temos que nos adaptar as mudanças do dia a dia, a vida continua, e não foram mudanças assim tão radicais, a TANINHA me falou que Eldorado estava parecendo a 25 de Março (exagerada), mas, tudo normal. E, também a mesma falou, que nos fins de semana, ela acorda tarde, o pessoal também, (acreditei na hipótese, estão velhos, e o mesmo costume de sempre, acordar tarde, não mudou), pra que eu chegasse a partir das 15;00 horas, logo eu que acordo todos dias, independente de ser dia útil ou não, às 5,00 horas.Disse que a partir das 9;00 horas, estaria lá. Aproveitaria para ver as mudanças em Eldorado, e em Santo Amaro, e esperaria pelas beldades até o horário estabelecido.

Quando foi nove e uns quebradinhos, BETH me ligou, estava no ônibus indo para a estação de trem de Osasco.

Quando cheguei a Eldorado, estava já indo para casa de Da. RITA, BETH ligou, perguntou minha localização, e a informei que estava na padaria, a mesma pediu para esperar 5 minutos, foi o tempo de tomar dois vinhos e 1 cerveja. Quando BETH, a mesma menina que conheci aos treze anos, linda, maravilhosa, jeito bonachão, fomos direto pra Da. RITA, onde rolava um churrasco, Helinho de churrasqueiro, Da. RITA, mais madura, mas o mesmo jeito, acolhedor, brejeiro, nota 1.000. Ficamos ali umas poucas horas comendo, e bebendo cerveja, jogando conversa fora, relembrando os tempos.

Uma certa hora BETH chamou-nos, e fomos pra sua casa, onde também reside sua filha TAMARA. Um escadão da porra (eu me encontro temporariamente com mobilidade parcial do lado direito, subir ou descer escadas e ladeiras, é um tormento) chegamos à sua casa, ficamos na varanda, eu, ela, Ricardo, o filho e a neta, tomando cerveja, esperando a TANINHA, e jogando conversa fora, ms, papo saudável.

Daí a pouco, chega ela, de longe olhei, o tamanho era o mesmo, quando se achegou, fiquei pasmo, uma mulher de 51 anos, num corpo de 20, nos cumprimentamos, e vi que a pessoa que estava à minha frente, não era nada do que a minha santa ignorância imaginava. Era uma linda mulher, cheia de vida, falante, de tudo e todos, se notava que a TANINHA e BETH, não tinham envelhecido. Olhei pra o Ricardo, cabelos grisalhos, e acho que os meus começaram a ficar grisalho também, e as duas ali, intactas, parece que o tempo não passou pra elas, soberanas, cheias de histórias, vidas e causos pra contar, fazer.

TANINHA me mostrou que, com as menininhas, eu tenho que me sobressair, que precisa mostrar que estão vivas, algumas coisas machistas, desfilar para os colegas verem. Realmente depois de rever vocês, uma mulher mais madura, não é só sexo, mais papo, piadas, dançar, ler e falar de livros lidos, filmes, enfim, foram poucas horas pra dizer e falar tudo,

TANINHA e BETH estão felizes, com filhos e (netos), parceiros da vida conjugal, não sei se são suas almas gêmeas, mas, tem vocês, e parecem bem felizes. Como fiquei com inveja desses caras. Mas aprendi uma coisa, a gente ás vezes é meio bobo, ingênuo, a felicidade às vezes está em cima da gente, pertinho da gente, embaixo do nosso nariz, e, não temos de o dom de encontrar.

Obrigado meninas, vocês me ensinaram que o amor é belo, suave, terno, não importa da maneira que seja, eu não posso olhar a MULHER apenas como um objeto. Mas adorar, idolatrar, e ver que as mulheres maduras, não são chatas, tem um que a mais que as “NOVINHAS”: a SABEDORIA, o traquejo, a conversação, a beleza que por mais

que tentamos entender, achamos que sabemos o “X” da questão, e continuamos aparvalhados, não somos nada.

BETH e TANINHA quero ser felizardo de sempre fazer parte do rol de amigos da família DUARTE e GOLPIAN, por muitas gerações, e encarnações.

TANINHA, uma vez me disseram que nossa alma gêmea não seria necessariamente a pessoa que tivemos atividades em nossa caminhada na vida terrena, e quando eu menos esperasse esta pessoa iria me procurar.

Eu amo vocês, a vida de vocês, e tudo que passei, vivi com vocês, e quando chegar à hora de ir, eu vou feliz porque conheci e tenho amigos como vocês, MARI, AMÉLIA, Da. RITA, BERENICE (BÊRA), Da. TEREZA (até ela), TELMA, TIQUINHA, e tanto pessoal, que vou acabar esquecendo.

São essas “MULHERES MARAVILHOSAS”, que dão sentido à vida, e TANINHA vive dizendo que eu só penso em mulher, e eu digo: EXISTE COISA MAIS DELICIOSA PRA PENSAR, VER, DEGUSTAR, SABOREAR. VOCÊS EXISTEM.